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'Faltou planejamento', diz TCE-MT sobre o atraso nas obras da Copa

CUIABÁ - MT

Para conselheiro, período de chuvas é previsível todos os anos.
Secopa, entretanto, afirma que choveu muito acima da média.

A justificativa de que as chuvas prejudicaram o andamento das obras da Copa do Mundo na Grande Cuiabá, argumento utilizado pelo governo de Mato Grosso para explicar o atraso na execução dos projetos, foi contestado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nesta quarta-feira (23), durante apresentação do relatório de acompanhamento das construções visando ao Mundial. Para o tribunal, faltou planejamento por parte do estado, porque etapas como terraplanagem e escavação foram deixadas para o período chuvoso, quando o avanço desses serviços fica comprometido. A Secopa, no entanto, afirma que choveu acima do planejamento.

O último capítulo do relatório faz um parelelo entre as obras e as chuvas, e mostra histórico de chuvas na capital mato-grossense nos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março, os considerados mais chuvosos. "É demonstrado que era previsível que nessa época chove muito e chove constantemente. Isso era previsível. O que é previsível é planejável", declarou o conselheiro substituto relator João Batista de Camargo Júnior, do TCE-MT.

Ele afirma que o estado deveria ter se planejado para não executar certas etapas das obras justamente nos meses citados. "Isso foi falta de planejamento. Obras de terraplanagem, drenagem e escavações necessitam de alguns dias de tempo bom. Choveu, são dois ou três dias parados, até a terra secar", declarou.

O relatório afirma que os serviços citados deveriam estar concluídos por volta de outubro do ano passado, quando termina o período seco. "Se tivesse ocorrido dessa maneira, estaríamos com quase todas as obras já concluídas", diz trecho do documento.

O secretário da Copa no estado, Maurício Guimarães, voltou a dizer que choveu muito além do previsto e que isso não é, necessariamente, planejável. "A questão da chuva: se você pegar os índices pluviométricos dos 40 últimos anos, este é o maior deles. E, se fosse tão planejável assim, o produtor rural, que é hoje uma das pessoas que mais se preocupa com o tempo, não tinha perdido quase a metade da safra no Norte do estado. Então foi, efetivamente, algo além do que estava no planejamento", declarou.

24/ABRIL/2014

Fonte: Do G1 MT



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